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Mostrando postagens com o rótulo Planos Internacionais

COISAS QUE NÃO LEMBRAM AO DIABO

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AS COISAS QUE NÃO LEMBRAVAM NEM AO DIABO Quando escrevia para os órgãos de comunicação social locais e regionais, bem como para os periódicos portalegrenses, que é quase a mesma coisa mas dita sem salamaleques, uma das críticas que me faziam era a de que eu costumava dizer coisas que não lembravam ao diabo. De entre elas, era a de que a fatia territorial que primeiro iria sofrer os efeitos das alterações climáticas seria o interior algarvio. Afinal, onde estava a estranheza? Hoje, exatamente hoje, o stress hídrico é um facto indesmentível no nordeste algarvio e sudeste alentejano, debatendo-se com os efeitos diretos de uma seca extrema, e o resto do Alentejo já se encontra em seca severa – conforme os dados divulgados pelo IPMA, Instituto Português do Mar e Atmosfera. BEJA, a tal terra que não vai ter o aeroporto internacional porque ele faz falta a um território saturado pela ocupação humana e amenizar os prejuízos tidos e contraídos em favor do d...

SEPARADORES QUE UNEM

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AS FRONTEIRAS SÃO SEPARADORES QUE UNEM Todos os [principais] problemas nacionais têm uma solução europeia. Apenas importa reconhecê-los e deixar de os enfrentar isoladamente. A chave do progresso chama-se cooperação estratégica. Os governos de todo o mundo sabem-no, alguns praticam-no, os mais ricos testemunham-no. Os países nórdicos, a Alemanha, a Bélgica, a Áustria,a França, são pioneiros dessa atitude. Ao impulsionar o progresso e desenvolvimento do interior (raiano) português, estamos a fazer com que as semelhanças e qualidade de vida europeia se estendam à periferia que ainda somos, exatamente para o deixarmos de ser. Não devemos, nem podemos, permitir-nos a continuar como estância de férias para a classe média dos países desenvolvidos. Temos que reinventar-nos como parceiros de crescimento da Europa pós-brexit – e com responsabilidades acrescidas (exatamente por causa dele). Mas para que tal aconteça é necessário mais investimento est...

POUSO, de MARILU FAGUNDES

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POUSO "Entranhas da terra mãe / Abraçadas às filhas com afinco", as palavras/os signos e os seus referentes, concorrem para a preterição final: dizer através da negação do dito, revelando-lhe o avesso, as costuras. Não é fragilidade alguma, não é uma confidência ou lamento, não é uma carência de inspiração, não é um faz de conta, não é um truque de prestidigitação, não é uma afetação de estilo, não é um maneirismo palimpsestuoso: é a exposição (assumida) do timbre lúdico e mágico da poesia, essa pretensa coisa abstrata que apenas acontece quando a condição material sine qua non se concretiza, se mostra nas suas múltiplas facetas, particularidades que preenchem o vazio que lhes está reservado no cantinho estético-ético pluriforme e polissémico, que é apanágio instaurado e instituído no topo da pauta de valores, caraterísticas e potencialidades da espécie humana (a espiritualidade), da qual cada, uma ou um de nós, é humilde exemplar, sobretudo por que sensíveis ao ...

ETERNA, poema de MARILU FAGUNDES

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A ETERNA VIA A poesia é eterna; porém, composta. Múltipla. Versátil. Plural e reincidente. Trajeto radical entre a infelicidade suprema e a máxima perfeição.   Por conseguinte, e por isso mesmo, só sobreviverá em plena autenticidade e evidência incontestável, não raras vezes recorrendo a parcerias com as demais artes para conseguir a visibilidade que lhe é essencial – a música, o teatro, a pintura, a prosa, a fotografia, o cinema, a paisagística, a arquitetura, a decoração urbana, o design, etc. –, para existir continuamente no agora, pelo que os poetas e poetisas e seus respetivos poemas (concretos, materiais), tendem a reconhecer-lhe a soberania e, humildes e dedicados, se resumem a meros acompanhantes, veículos, discípulos, de sua ordenada magistralidade, competência e estatuto. Simples partes elementares de um todo, relativamente essenciais, é claro, e que dele comungam com idêntica relatividade, estabelecendo essa cumplicidade relativa que assiste aos namoros de ...

VOO ININTERRUPTO, a propósito de poema de MARILU FAGUNDES

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VOO ININTERRUPTO  Com a frugalidade estoica dos momentos heroicos, Marilu Gonçalves Fagundes (MF) compartilhou connosco um poema completo, de apenas dois versos, é certo, mas que nunca poderá ser considerado um epitáfio, que seria um fragmento hiperbolizado de qualquer existência que atingira o definitivo termo, numa sinédoque em trânsito, ou pleno voo, de quem dá voz a uma pena, não a da dor, não a do fado, não a do lamento, não a do naufrágio, não a da compaixão, não a da culpa e do remorso, não a do choro carpideiro, mas a pluma branca e imaculada da escrita, e que, despegada, solta, exilada e carecendo de vida e significados próprios, visíveis, efetivos, eficazes, determinados e suficientes, é, todavia, além de parte elementar de um todo, seja ele corpo, ave, organismo, instituição, clã, tribo, grémio, sociedade, povo, estandarte, símbolo, voz, de gente mas, também, quiçá de rua, bairro, clube, distrito, cidade, município, região, geração, arquipélago, nação, contin...

O FIO DE MARILU, acerca de um poema de Marilu Fagundes

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O FIO DE MARILU  As pessoas pensam para encontrar soluções – seguem o fio do pensamento, como soe dizer-se... – plausíveis, de resolução satisfatória e propiciadora de estabilidade para a agitação (expetativa) ou tédio (ausência de expetativa) das águas em que navegam, desde que seja líquido e racional (transparente e objetivo) o meio filosófico-social a que foram acomodadas, pelo que lançam âncoras que as escorem ao presente, as abasteçam de passado e lhe incutam esperança no futuro, mas, principalmente, lhe preencham o imaginário, que é um tempo ao mesmo tempo dentro e fora do tempo, sem princípio nem fim, ainda que recheado de fins e princípios (valores), participante e interessado por quota-parte, ações e juros no presente, passado e futuro de cada vivente, irremediavelmente alicerçado por absurdos e abstrações, possuindo todavia direito de manipulação justificado pela teoria de vida do indivíduo, das linhas de comando existencial dos seres humanos, suportadas nos i...

MÍSTICA, de MARILU FAGUNDES

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MÍSTICA  Olhar para cima, sobretudo de noite, que é quando se vê melhor nessa direção do que em qualquer outra, sempre foi um acelerador da vontade de conhecimento em homens e mulheres, desde os primórdios da humanidade – senão antes. E desse aspirar mais alto, nesse buscar infinitos, vimo-la...  E "ela", a que ora contemplamos, é precisamente a mesma lua que há dez milénios atrás, pelo menos!, outros homens e mulheres em simultâneo com outros milhares de homens e mulheres, espalhados pelas mais diferentes regiões do globo, quiçá do interior de suas cavernas, o que faz dela o mais antigo monumento da Terra e indesmentível peça do património cultural do mundo, tal como se nos depara atualmente e a História do ocidente advoga, a do oriente corrobora, a do norte não enjeita e a do sul subscreve. Gerações e impérios tiveram-na como princípio fundamental. E da sua observação nasceu o primeiro calendário credível, consensual e estatuído para além das esferas microssoc...

CULTIVAR A VISÃO, a propósito de um poema de MARILU FAGUNDES

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CULTIVAR A VISÃO...   "Amo tudo o que vejo" enuncia (e decreta fundamentalmente) a poetisa, logo à partida, de forma inequívoca. Marilu Fagundes (MF) diz-nos que ama tudo o que vê, e não que vê tudo o que ama, que, por sinal, até pode ser visto "mesmo [que] distante e imprevisto". Ela não tolera, não integra; ela inclui o que vê no seu universo de afetos. Ver é compreender, é amar. É entender por que uma coisa é uma coisa e não outra coisa qualquer. Compreender os filhos porque se amam, reconhecer algo porque se aprecia, identificar na multidão alguém de quem se gosta, é circunstância viável para os demais seres vivos, e temos exemplos ilustrativos disso em todos os reinos e espécies, havendo até animais que são capazes de matar ou de morrer para defender os que amam, nomeadamente os seus pares ou crias, justificando-lhes assim a existência e a importância (material ou imaterial) que lhe concedem. Assimilar, "transformar-se o amador na cousa amada...

FLORES, por MARILU FAGUNDES

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FLORES  Nascer, crescer, procriar e morrer, são as quatro linhas de contínuo para o entrançado DNA da vida, cuja trajetória mais lhe pertence do que a cada espécie de seres vivos que, grosso modo, mais não são do que outras tantas estratégias que ela, a vida, gizou para se tornar eterna, ainda que simples e natural. Cada espécie tem o seu tempo e modo próprio de o fazer, de o transmitir, de o cultivar. No reino vegetal, a flor, é o engalanado que todos os espécimens adotaram para ser os seus não despiciendos dramaturgos, os intérpretes essenciais à polinização desejável, ansiada e não raras vezes apoteótica. São a sua ode triunfal... E, exatamente por isso, em todas as épocas e socorrendo-se de uma infinidade de estilos e formatos possíveis, tão plausíveis como quaisquer outros, os poetas e poetisas desde os tempos sumérios e imemoriais, têm encontrado nelas motivos de inspiração, recursos de persuasão, oferendas preciosas, símbolos de beleza e de poder, atentos ouvinte...

EXÍGUA BRISA

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EXÍGUA BRISA Todos os poemas já foram escritos. Estão é ocultos por camadas de pó… Os poetas mais sábios e expeditos Vão à tábua dos tempos soprá-los só. Seu fôlego não precisa de ser forte. Seu olhar não carece de precisão. Devem apenas ágeis arredar a morte, Enquanto os escrevem com a outra mão. Além disto é querer roubar os deuses, Tirar-lhes poderes sobrenaturais Com que a humanidade tenta às vezes Esquivar-se ao fado dos mortais. Joaquim Castanho

A VIDA NÃO ESTÁ PARA MONOPÓLIOS NEM HEGEMONIAS ESPECÍFICAS

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A VIDA NÃO ESTÁ PARA MONOPÓLIOS NEM HEGEMONIAS ESPECÍFICAS É da transformação dos nossos afetos, convicções e valores que nascerá a possibilidade duma relação ética entre o ser humano e a terra, a terra de cada um e cada uma, ou a nossa Terra, assente no entendimento da ecologia, tanto enquanto casa, como enquanto causa, considerando que lhe é característico proporcionar-nos o funcionamento do planeta. A moção não é de agora, pese embora nunca antes ela se tenha revelado com semelhante premência e pertinácia. Desleixámo-nos, atrasámo-nos, durante décadas, ao preteri-la. Pelo que, adiá-la se configura numa espécie de suicídio coletivo, ou genocídio global. A terra não são apenas os solos das explorações agrícolas, florestais e pecuárias, mas também uma fonte de energia que atravessa prados, vales e montanhas, animais e plantas, e se traduz em sistemas vivos e vivicantes, organicamente estruturados e com meritório perfil de consideração moral e humanitária. Porque é a vi...

MARIALVISMO E PIJAMA, NEM SEQUER NA MESMA CAMA

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MARIALVISMO E PIJAMA, NEM SEQUER MESMA CAMA! As maiorias e unanimidades têm os seus dias contados. Chão que já deu uvas, e crises, e bancarrotas, e hediondos genocídios, e miséria, e assimetrias criminosas, como intolerâncias inauditas. O discurso oficial dos países desenvolvidos, como das Nações Unidas, além de convidar a uma polissemia interpretativa incontornável, mistura influências ecológicas – das quais a sustentabilidade é tão-só a mais comum... – com influências éticas, num todo discernível onde o político se revela superiormente sociológico, logo científico, matemático, estatístico, confluente e simbiótico. Ao pathos missivista e semiótico e retórico característico das grandes ideologias, sucedeu a pragmática dos particulares, dos detalhes, das identidades e das diferenças. O clique de transição entre o patológico e o pattern , entre o mórbido massificante e unificador, gerador de inaptidões e irresponsabilidades, e o cibernético fez-se através do evidente i...

OPTAR VERDE É CONTRIBUIR PARA A SOLUÇÃO DA CRISE

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OPTAR VERDE É CONTRIBUIR PARA A SOLUÇÃO DA CRISE Estima-se em mais de um milhão, o número de postos de trabalho que poderão vir a ser criados, até 2030, pelos EUA, China e UE, a fim de consolidar as suas estratégias de combate às alterações climáticas, promovendo o emprego verde, quer no sector energético, como no ligado à sustentabilidade e crescimento económico, nomeadamente no capítulo das exportações verdes. Tratando-se de medidas que podem ser adotadas por todos os países é, porém, a Dinamarca quem maior empenho demonstra definindo como meta acabar definitivamente com a utilização de combustíveis fósseis no sector energético, onde é secundada pela Alemanha que estipulou obter 80 % da sua eletricidade recorrendo apenas a fontes renováveis, num período de tempo que não vai além de 2050. Contudo, se estes três países/regiões (China, UE e EUA) se propusessem produzir toda a sua energia a partir de fontes renováveis, o número de empregos a criar ultrapassaria a ordem dos ...

O LADO NEGRO DA ALQUIMIA

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O LADO NEGRO DA ALQUIMIA "é impossível uma leitura do obscuro , sem a sensação de nos enganarmos" in ANTÓNIO JACINTO PASCOAL A Necrópole Mediterrânica (Público, 26 de abril de 2015) A vida é um milagre universal que também aconteceu na Terra vai para quatro milhões de anos, e a que nós, humanos, apenas foi possível assistir, partilhar, viver e testemunhar, há somente 200 mil anos, qualquer coisa como uma gota de água na piscina do tempo. Durante aproximadamente 199 940 anos fizemo-lo contemplando e respeitando o equilíbrio da natureza e ecosfera, já que delas dependíamos em absoluto; porém, nos últimos 60 anos deitámo-lo por terra, quebrando-o com a nossa pegada, marca, impacto ambiental, sob a justificação de que o fazíamos para melhorar de vida, em prol do desenvolvimento e progresso, arriscando-nos a devolver o planeta ao seu estado larvar, pelo andar da carruagem, num futuro não muito longínquo, em que ela era tão-só um caos de fogo, formad...

DA ÉTICA, E SUA PRÁTICA

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DA ÉTICA,  E SUA PRÁTICA.... A atribuição dum valor instrumental aos ecossistemas (unidades geradoras de biodiversidade essenciais para o funcionamento global da Terra), conduziu-nos à necessidade de repensar a atitude humana para além do seu natural convívio e relacionamento com os demais seres vivos e elementos da natureza (solo, rochas, água, condições climáticas, ar, processos geológicos e físico-químicos, etc.), a fim de melhor nos habilitarmos para estabelecer, preservar e otimizar a simbiose que com eles somos obrigados a cumprir, enquanto simples membros altamente interessados do pacto universal da vida, que quer ser eterna e que, entre as estratégias que gerou para o conseguir, uma delas, nós, a humanidade, tem tido grande êxito neste planeta. Portanto, de acordo com esta perspetiva ecocêntrica, que historicamente tem como fundador Aldo Leopoldo (1886-1948), de cujo registo inicial nos ficou A Sandy Country Almanac – Pensar Como Uma Montanha, traduzido e...
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COMEÇAR DO ZERO (OUTRA VEZ!) Felizmente, o resultado eleitoral do partido cuja lista integrei para o Parlamento Europeu, foi muito pior do que aquele que eu estava à espera. Esse fato libertou-me de todo e qualquer compromisso que me ligasse ao dito partido – o POUS, Partido Operário de Unidade Socialista –, bem como com o eleitorado portalegrense, uma vez que preferiram INEQUIVOCAMENTE votar contra alguém ou alguma força apresentada a escrutínio, do que a favor da causa regional, de si mesmos, ou de alguém que com eles vive no dia-a-dia, comunga das dificuldades e anseios. Seria um mistério insolúvel se eu lhes desconhecesse as causas e preconceitos, ou as vísceras que os governam e parecem imperar sobre os tutanos... Mas não é o caso! Portanto, apraz-me declarar que não repetirei a proeza de candidatar-me pelo POUS, nem de colaborar com qualquer publicação, em suporte-papel, que tenha a sua origem nesta terra por Baco plantada entre as serras e a planície, que da cha...
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    Um, dois, três       4, na casa 6.     Um, dois, três       4, na casa 6. 
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A ESPERANÇA REMANESCE SEMPRE QUE MAIO ACONTECE     Que fizeram de realmente notável os nossos políticos do establishment parlamentar português nos últimos 30 –   trinta!, curiosamente tantos quantos foram os dinheiros por que Judas vendeu o Mestre... –   de intensa e propalada atividade em prol da sociedade portuguesa aberta e para todos os homens e todas as mulheres? Esturraram as receitas dos impostos, o dinheiro que a União Europeia nos enviou para a convergência e AINDA contraíram substancial e nutrida dívida. Ou seja, fartaram-se de trabalhar, já que são precisos muito suor, sangue e lágrimas, para prejudicar tantos portugueses e portuguesas e tão pouco tempo. Em consequência, pelo superlativo lusitano deste valoroso feito, devemos agradecer-lhe neste maio tão promissor como os demais maios que todos os anos se repetem, embora que dando-lhe um significado muito especial porque acarreta consigo o exercício da legalidade democrática que abril nos...
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QUE MOTIVAÇÃO NOS SUBSCREVE? Foi o 25 de Abril (de 1974) que nos devolveu a capacidade de escolher entre sofrer a realidade ou desfrutá-la, que nos tinha sido amputada durante a longa noite da ditadura corporativista, instaurada em Portugal, por Oliveira Salazar. Não vamos desperdiçar essa oportunidade em quezílias de somenos, nem em diatribes estratégicas daqueles, e de suas políticas, que nos levaram à crise atual, cujo fito é indesmentivelmente o de nos dividir para melhor nos manipular. Com o nosso declarado apoio, que se expressará nas urnas, nas próximas eleições para o Parlamento Europeu, estaremos em consonância com as aspirações e anseios dos demais povos da União Europeia, nomeadamente com o povo francês, espanhol, italiano, grego e irlandês, que foram os que com maiores dificuldades se debateram para equilibrar as suas contas públicas e economia, e onde o desemprego, a precariedade, a incerteza no futuro e a austeridade maior miséria têm criado. Não estaremos s...

Alternam Engenharias Fraticidas, por aí...

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(Ilustração: Contracapa da Revista Antítese , nº 2, de Março de 1985) Raiam sobre as colinas dóceis, verdes anos Os mastros, as crinas, de um animal divino Quase ventres e minas, dosséis, alvos panos Velas, de anfitriões matemáticos do destino. De euros, nos restos fáceis, dígitos decanos Arredondando a quadra estéril, ao verde pino Das canções de amigo, despique entre manos Pela jorna prima ao postigo entre coroa e sino. E ferem as palavras como se ferro fundido fossem, Sibilam sigilo ao tinir de analistas e confessores, Enquanto seu JB de doze anos degustam e bebem... Enredam-se nas teias de ilícitos, idílios e amores Estrelas de ouro sobre o azul das europeias cores, Se a desfraldar menina ferem, e só morrendo cedem!