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NOJO E LUTO DE UMA LÍNGUA...

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  A LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ DE LUTO   Dia 17 p.p., durante a última sessão parlamentar que antecedeu as férias da Assembleia da República, qualquer coisa de muito feio aconteceu. O seu presidente                             “ Homem são e sem reserva                         Que pondes sangue de parte,                         Que nos respeitos conserva,                         Nutrido aos braços de Marte                 ...

PEDRA A PEDRA SE CONSTROI A MURALHA

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  PEDRA A PEDRA SE CONSTROI A MURALHA   A aprendizagem é um processo onde as nossas experiências ganham a dianteira causando uma mudança contínua através da qual transformamos os nossos conhecimentos, motivações, comportamentos, atitudes e emoções. Todos os dias podemos fazê-lo. Por cada minuto de indecisão e dúvida a que sobrevivemos, podemos ficar mais aptos para as dúvidas, crises e hesitações que se aproximam. Até ao momento em que nos é fácil adivinhar quando partiram na nossa direção, que intensidade têm, como fazer-lhes a chicuelina, e em que altura aplicar-lhes a estocada derradeira. Então tornámo-nos maestros e maestrinas na maior e mais sublime das artes: a de viver pelo amor, pelo trabalho e pela sabedoria. Somos originários da sua estirpe logo, temos toda a legitimidade, para transformá-los no nosso destino.   Joaquim Maria Castanho 03.09.2023  

A TOQUE DE CAIXA

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A TOQUE DE CACHA/CAIXA Os pontos cardeais que orientarão os homens do leme, na viragem da sociedade portuguesa na década de 20-30, estavam definidos desde há muito tempo, pese embora a classe dirigente não tenha sido suficientemente lesta e habilidosa na manobra, em transpo-los do papel para a navegação sócio-política quotidiana: Energias renováveis, mobilidade elétrica, adaptação às alterações climáticas e economia circular. A Covid19 veio acabar com a (des)habilidade canhestra e pachorrenta, pôr a massa crítica em sentido, os agentes económicos a mudar de atitude, os serviços sociais e tecido institucional a arregaçar as mangas e as tecnologias da informação e da comunicação a meterem as os dígitos na massa. Ou seja, mais uma vez, e à semelhança de anteriores apertos, tal como a presença filipina, as invasões francesas, a gripe espanhola, as guerras mundiais, a eclosão dos movimentos de libertação colonial, o movimento das forças armadas 25A, a sociedade portuguesa só age sob a...

COMO VAMOS DE CIDADANIA?

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COMO VAMOS DE CIDADANIA? “Todos nos refugiamos em formalismos. É preciso derrubar essa parede onde se esconde a ignorância, a preguiça, a promiscuidade de interesses e a cultura do favor para permitir deixar entrar a luz do sol. A luz do sol cura”, como afirmou Ricardo Sá Fernandes, em entrevista ao jornal i , de 11 deste mês. E ele tem absoluta razão nisso, além de em muita outra coisa, o que, quer queiramos, quer não, dificilmente evitaremos ter de reconhecer. O país enferma de mediocridade e salamaleque, e todos, como todas, fogem da verdade como o diabo da cruz. Embora dessa fuga não resulte a positiva mudança de atitude, pelo que me inclino mais para reconhecer que o que realmente temem não é a verdade em si, mas que ela seja divulgada, conhecida e mostrada. Ou, como diz, o povo, que às vezes não prima lá muito pelos valores da honestidade e galhardia, vergonha mesmo não é roubar, mas ser apanhado a fazê-lo. As organizações democráticas, sobretudo as que compõem ...
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A ESPERANÇA REMANESCE SEMPRE QUE MAIO ACONTECE     Que fizeram de realmente notável os nossos políticos do establishment parlamentar português nos últimos 30 –   trinta!, curiosamente tantos quantos foram os dinheiros por que Judas vendeu o Mestre... –   de intensa e propalada atividade em prol da sociedade portuguesa aberta e para todos os homens e todas as mulheres? Esturraram as receitas dos impostos, o dinheiro que a União Europeia nos enviou para a convergência e AINDA contraíram substancial e nutrida dívida. Ou seja, fartaram-se de trabalhar, já que são precisos muito suor, sangue e lágrimas, para prejudicar tantos portugueses e portuguesas e tão pouco tempo. Em consequência, pelo superlativo lusitano deste valoroso feito, devemos agradecer-lhe neste maio tão promissor como os demais maios que todos os anos se repetem, embora que dando-lhe um significado muito especial porque acarreta consigo o exercício da legalidade democrática que abril nos...