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TODO O POEMA É CONTROVERSO

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  TODO O POEMA É CONTROVERSO    Cada momento é único. E mesmo qu’o tempo seja Extensível, por peleja, Adulterado ou púnico, Cada momento é único. Nada há que o contorne.    Nem pérfida mente, visão Distorcida pla navegação, Ou alguém que o transforme… Ninguém há que o contorne!    Único ainda qu’adverso… S’o momento é legítimo E nasce da graça dum crer, Traz colado a si um verso Seja público ou íntimo, Pra que toda a gente ao ler O dê ímpar… – controverso!    Joaquim Maria Castanho   #redesenharavoz #poesia #literaturaportuguesa #poesiaportuguesa

Rosa Honrado Calado, GENTES QUE MARCAM A VIDA DA GENTE

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  GENTES QUE MARCAM A VIDA DA GENTE Rosa Honrado Calado (138 páginas) Edições Colibri Lisboa, 29 de maio de 2021 Não fosse a autora deste livro, Rosa Honrado Calado, formada em História, com diversas obras já publicadas neste universo temático e disciplinar, nomeadamente coautora de manuais escolares (História e Geografia de Portugal), ou, mais recentemente, de coautoria com Francisco Santana em Ponte Vasco da Gama (1996), e autora de Aos 100 Anos, História do Grémio de Instrução Liberal de Campo de Ourique (2010), facilmente estaríamos inclinados para classificar Gentes Que Marcam a Vida da Gente, como mais um künstlerroman – palavra alemã que significa “romance do artista” e se reporta a um tipo de narrativa que nos dá conta da vida e formação dum autor, ou autora, ou até duma personagem que se lhe assemelha desde a infância à maturidade –, ainda que na maioria destas obras se descreva a luta duma criança de temperamento artístico e delicado para se l...

ESQUECE, Escrever o colonialismo em Angola, de Maragarida Paredes

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  ESQUECE Escrever o Colonialismo em Angola MARGARIDA PAREDES Prefácio Inocêncio Mata 128 páginas Edições Colibri Lisboa, maio de 2021 A literatura é ficção. Logo, nunca retrata a realidade. Nem a atualidade. E a vida. Antes as usa, as utiliza, de forma mais ou menos realista. Portanto ESQUECE, que é um livro escrito com uma bolsa de criação literária da Direção Geral dos Arquivos e das Bibliotecas do Ministério da Cultura, que a autora recebeu no concurso nacional de 2018, tal como é afirmado na contracapa, “é uma obra ficcionada sobre a colonização portuguesa em Angola”. Nessa perspetiva, em que espelha memórias e registos, experiências e malhas que o império teceu, o processo de colonização/descolonização é humanizado e concentrado na biografia de uma negrinha de criação, desde a sua atormentada infância, até à sua emancipação definitiva, em resultado dos diversos movimentos/estádios de libertação e amadurecimento que atravessou. Com raízes fund...

NUNCA DIGAS ADEUS AO VERÃO, de João de Mancelos

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  NUNCA DIGAS ADEUS AO VERÃO João de Mancelos Edições Colibri Lisboa, março de 2021 A literatura é uma arte esquiva. Ela nunca reproduz a realidade. Quanto muito, utiliza-a. Usa-a em proveito da poesia, do teatro, do romance, da saga, da epopeia, da novela, do conto, da crónica e da shortstory , sob os mais diversos aspetos e suportes, motivações e estilos. Algumas delas, como as crónicas/conto de Nunca Digas Adeus ao Verão, de João de Mancelos, são tão compactas, que raiam o guião de casos, de situações, que os leitores e leitoras podem observar com considerável distanciamento. E é ele – esse afastamento objetivo – que nos faculta apreciar a palavra elaborada, a cadeia de filigranas (frases curtas), a intrincada teia de significantes e significados através dos quais são geradas. Edificadas. E expostas. Às vezes o discurso aproxima-se tanto da técnica cinematográfica que as elipses contribuem a olhos vistos para os desfechos inesperados, surpreendente...

ANA LANDEIRO, Brisas Quentes

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  BRISAS QUENTES Ana Landeiro (poesia) 15,5 x 23 cm, capa mole, a cores, plasticizada 103 páginas A poesia, além de uma ancestral e exímia técnica (arte) de codificar e descodificar mensagens, originariamente orais e somente acessíveis aos por ela e nela iniciados, é também um exercício de sensibilidade e sensibilidades. E BRISAS QUENTES é um livro de poesia que cheira a azul e dunas douradas – ou salgadas –, de expressão (lírica) intimista, com a sensualidade à flor da estrofe (livre), pejada de palavras inventadas (para podermos amar), compostas por letras, fonemas, noemas, sílabas e imagens sem qualquer pretensão, mas que não couberam na tinta dos beijos da solidão, pondo o diabo a tremer (diante de tanta tentação). É um exemplo pertinente, e comprovativo, de como as metáforas no prendem às litanias do evoluir para aportarmos à magia dos sentidos, das emoções, dos sentimentos, dos afetos, transportando-nos, assim, para essoutro universo, onde o...

HERDEIRA DE COLOMBO NA ILHA DOURADA

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  Acerca deste livro, como de seu autor, afirma (no Prefácio: Nostalgia do Futuro) Casimiro Santos, Professor de História, que “miscigenando a ficção e a etnografia comparada a cada passo, Gabriel Raimundo coloca as suas verosímeis personagens, num quadro utópico sonhado na base da vida real, apontando um futuro em que, parafraseando o Agostinho da Silva, a utopia deixará de o ser para se tornar realidade. Estas personagens vão-se revelando ao leitor, movimentando-se numa tela de grande reportagem etno-jornalística em que o realismo fantástico assoma a cada passo, ancorado na vida. São personagens de grande riqueza humana, que de riqueza material, quase todos pertencem ao povo trabalhador e muitos comeram o pão que o diabo amassou nesses tempos da travessia náufraga de 48 anos e noutras travessias ainda mais recuadas no tempo. Mas, para a festa também há espaço. Assume um tom pitoresco a roçar o humorístico numa linguagem descritiva aquiliniana, do século que v...

ELINA GUIMARÃES

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  A atenção aos demais não é favor que lhe fazemos: é uma obrigação que lhe devemos. Quem lê sabe isso desde os primeiros livrinhos de estórias. Na pior das hipóteses, ou porque leram distraídos e sem a concentração suficiente, se não o registou na memória com as primeiras narrativas, memorizo-o com as segundas. Se não o fez também nessas, é porque é mais um leitor ou leitora rã. Quer dizer, mergulha [no oceano do texto e da leitura] mas não se molha, pois a sua carapaça caraterial não deixa repassar nada. E são dignos de dó, dignas de compaixão… Portanto, para as pessoas que não têm medo de molhar as asinhas da ingenuidade, proponho uma visitinha ao interior do livro ELINA GUIMARÃES: Uma Feminista Portuguesa, vida e obra (1904\1991) ; para as restantes, não proponho absolutamente nada, que “quem morre porque quer, não se lhe reza por alma”, como costuma dizer o nosso povo, considerando que se às vezes é rude e áspero, é por saber que lhe andam a querer fazer o nin...

Barbara Pravi - CHAIR Subtitulada espanol

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EDUCAÇÃO um tesouro a descobrir

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  “Dado que oferecerá meios, nunca antes disponíveis, para a circulação e armazenamento de informações e para a comunicação, [o século XXI] submeterá a educação a uma dura obrigação que pode parecer, à primeira vista, quase contraditória. A educação deve transmitir, de facto, de forma maciça e eficaz, cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois são as bases das competências do futuro. Simultaneamente, compete-lhe encontrar e assinalar as referências que impeçam as pessoas de ficar submergidas nas ondas de informações, mais ou menos efémeras, que invadem os espaços públicos e privados e as levam a orientar-se para projetos de desenvolvimento individuais e coletivos. À educação cabe fornecer, dalgum modo, a cartografia dum mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele. Nesta visão prospetiva, uma resposta puramente quantitativa à necessidade insaciável de educação – um...

A VIDA NOVA

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  “ Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. (…) (…) Estava sentado à mesa e, num recanto do meu cérebro, sabia que estava sentado ali, que virava as páginas e que toda a minha vida mudava à medida que lia palavras novas, virando novas páginas; sentia-me tão pouco preparado para tudo o que iria acontecer-me, tão desarmado que, ao cabo de algum tempo, desviei os olhos, como que para me proteger da força que jorrava das páginas. Foi com terror que notei que o mundo à minha volta se transformara completamente, e invadiu-me um sentimento de solidão que até então nunca experimentara – como se me achasse sozinho num país de que ignorava a língua, os costumes e a geografia. (…) (…) Os meus olhos deslumbrados pela luz já não podiam separar o universo que existia no livro do livro que existia no universo. (…) O livro descobrira e trouxera à superfície um tesouro perdido, que dormia desde há séculos no fundo das águas, e eu tinha vontade de dizer tudo o que descobri...

livros novos - A BOLSA DAS MARMITAS

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  A BOLSA DAS MARMITAS é uma novela policial, mas jocosa. De costumes, mas divertida. De crítica social, mas sem magoar ninguém. Que promove uma região, mas nunca a nomeia. Que está pejada de realidade por todas as sílabas, mas como espelho dela. Carrega consigo o peso da atualidade duma terra (Casal Parado) dividida em quatro: a parte de cima e a parte de baixo; o lado direito e o lado esquerdo. Mas igualmente um romance de afeto e paixão entre duas personagens essenciais: Ludgero Campaniço e Eslovákia Hirondina. O primeiro, oriundo da grande família dos Ninguém-Tem-Nada-Com-Isso; e a segunda, natural de New Ville, que é uma terriola que fica para lá do Canadá. Todavia, não posso adiantar mais nada… Em breve estará entre nós, e cada leitor ou leitora o poderá constatar por si mesmo, por si mesma.                                    O autor ...

História Policial

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  HISTÓRIA POLICIAL É uma narrativa (conto, novela ou romance) em que um detetive decifra um mistério, mediante a conjugação e interpretação de indícios. A história policial teve a sua origem em 1841, com a publicação do conto de Edgar Allan Poe O Duplo Assassino da Rua da Morgue ; Poe consolidou firmemente o novo género literário escrevendo vários outros contos de caráter semelhante. As convenções deste género de passatempo sem grandes pretensões literárias incluem certos aspetos de pormenor, tais como a perfeição do crime, a estupidez da polícia, a argúcia ou perseverança do investigador e um desfecho impressionante. É uma regra básica da história policial que o leitor seja posto a par de todos os indícios que possam conduzir a uma solução, à medida que o detetive os vai conseguindo obter. Num sentido muito limitado, pode dizer-se que Sófocles e Shakespeare foram autores de histórias policiais, uma vez que, tanto no Rei Édipo como no Hamlet , se nos depara um h...

Redesenhar a Voz

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  A poesia é a arte das artes. PORQUÊ? Porque com todas elas, ela convive, sem nenhuma ofuscar, mas antes completando, e acrescentando valor, como sucede com a música, com a pintura, com o teatro, com o romance, com o cinema, com a fotografia, com a escultura, com a arquitetura, com a paisagística, com a pedagogia, com a didática, com o desporto, com a gastronomia, com a decoração urbana, com a decoração doméstica, com a filosofia, com as ciências, com as ideologias, com a política, com a história, com o moderno, com o antigo, com o exotismo, com o esoterismo, com a cibernética e com a semiótica. Com o design e com TV. Quando Bob Dylan, num passado ainda recente, foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura, enquanto poeta, estendeu esse prémio a outra arte: à música. Quando foi atribuído, a Gabriela Mistral, nos meados do século passado, o Prémio Nobel da literatura, ela estendeu-o ao magistério primário, à pedagogia e à didática. Quando no quo...

teoria da literatura

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  “A espécie literária é uma «instituição» – tal como a Igreja, a Universidade, o Estado, são instituições. (…) A teoria dos géneros é um princípio ordenador: classifica a literatura e a história literária não em função da época ou do lugar (por épocas ou línguas nacionais), mas sim de tipos especificamente literários de organização ou estrutura. Todo e qualquer estudo crítico e valorativo (em contraposição aos históricos) acarreta, de alguma maneira, o apelo a essas estruturas. (…) Aristóteles e Horácio são os textos clássicos da teoria dos géneros. (…) Na sua maioria, a a moderna teoria literária mostra-se inclinada a pôr de parte a distinção entre prosa e poesia e a dividir a literatura imaginativa ( Dichtung ) em ficção (romance, conto, épica), drama (quer em prosa, quer em verso) e poesia (centrada no que corresponde à antiga «poesia lírica». (…) As três espécies maiores encontram-se já distinguidas, em Platão e Aristóteles, consoante a «maneira da imita...

Se | Poema de Rudyard Kipling com narração de Mundo Dos Poemas

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Barbara Pravi - Voilà (Paroles/Lyrics) | 🇫🇷 France Eurovision 2021

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Obras de JOAQUIM MARIA CASTANHO

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  Toda a idade é ágil, e é forte Toda a flor é rebelde, sua cor é santa A primavera já cá está A primavera já cá canta!     #Dadinha Dá Uma Lição ao Lápis Vlup-Vlup, o Valentão das Dúzias   #REDESENHAR A VOZ   #NA MINHA CASA MORA UM GATO   #divulgação #livros #literaturaportuguesa  

MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS DE PAIXÃO - ANTOLOGIA

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  MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS DE PAIXÃO (Antologia) Coordenação de Fernando Mão de Ferro Edições Colibri Lisboa, dezembro de 2020 A grande viagem, a grande aventura que é a vida de cada qual, consuma-se passo a passo, capítulo a capítulo, conto a conto, cena a cena, parágrafo a parágrafo, frase a frase, linha a linha, e dessa história às vezes nascem estórias, sobretudo para aqueles e aquelas que se não esqueceram de as registar de forma a que, quer eles e elas, quer nós, a elas pudéssemos recorrer sempre que a inquietação, o desassossego existencial, nos espicace a curiosidade e o talento. Sim, talento, digo bem!, porquanto é preciso uma pessoa ter genial talento para querer saber como é que alguém, de sua igual humanidade, se sentiu ou se desenvencilhou, desta ou daquela alhada em que se meteu, para que foi atirado, ou atirada, deixando-lhe a alma em pleno voo, mas a que nunca pode valer qualquer contrapicado, ainda que fantasista. Descer à terra é a úni...

REDESENHAR A VOZ

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  Com publicação no mês de dezembro, pelas Edições Colibri, eis o novo livro de Joaquim Maria Castanho, REDESENHAR A VOZ, composto por 226 poemas, em 288 páginas, onde o autor reflete sobre as vivências do dia a dia de sua realidade citadina. 

#DADINHA DÁ UMA LIÇÃO AO LÁPIS VLUP-VLUP, o valentão das dúzias

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DADINHA DÁ UMA LIÇÃO AO LÁPIS VLUP-VLUP,  o VALENTÃO DAS DÚZIAS A literatura não tem idades nem compartimentos estanques. Os melhores livros que a humanidade gerou, embora tenham sido escritos há séculos e séculos atrás, hoje em dia, continuam legíveis e com significados plenamente consciencializáveis para os homens e mulheres da nossa atualidade. Continuam a interessar o grande público que os tornou clássicos. Porém, essa dedicação aos títulos e autores imortais, não limitou, secou, impossibilitou o aparecimento de novas obras, e, algumas até bastante controversas, não deixando por isso de se tornarem também clássicas. Também em literatura “o caminho se faz caminhando”. Cada qual que cria, dá o passo conforme a perna, e produz conforme crê ser melhor para quem lê, não só, para dessa criação poder usufruir com prazer, mas igualmente com enriquecimento humano. Dadinha Dá Uma Lição ao Lápis Vlup-Vlup – o Valentão das Dúzias, segue-lhes na peug...