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Feijão Padre

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"Quando um homem tem a liberdade de proceder como quer, em geral, imita os outros." E. Hoffer Porém, se cinquenta milhões de pessoas disserem uma tolice, não há-de ser por isso que ela vai deixar de ser tolice (como Bertrand Russel disse ). Aliás, eu nunca me repito; e, contudo, digo sempre a mesma coisa... É que, de onde moro, alcanço Alentejo até à linha do horizonte; e tudo quanto existe no mundo é um retrato do mundo: a poesia, a prosa, o cinema, a pintura, a fotografia, a arquitectura, a Lei, a religião, os sonhos, a ciência, o símbolo, o mito, o simples e pequeno escaravelho, a preciosa e requintada esmeralda fluorescente, a verdade da vontade ou mesmo a mentira por bem e sem querer. Tudo. Agora, o que resta definir, é se ele é a corpo inteiro ou apenas de uma fracção dele, bem como se sobre o retratado o zoom aplicado é de aumentar ou para diminuir... para esclarecer as sombras, ou obscurecer as luminosidades, os brilhos reflexos ou as concavidades brumosas sob o acu...

Exposição de Catarina Castel-Branco

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Ecologia Política

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Desde há muito tempo que os arrivistas políticos têm vindo a usar a ecologia como biombo e trampolim de impulsão, na tentativa de ascenderem aos mais altos cargos da nação. A coisa não é novidade nenhuma, e já em 1981, António Elói, na rubrica Ponto de Encontro , que era aquela secção aberta à participação dos leitores, na Revista Sobreviver , apontava as linhas gerais desse contencioso que o tempo, ao contrário do esperado, por tudo resolver, apenas agravou. Dada a pertinência e desenvoltura do texto, em seguido o transcrevo, para que não restem dúvidas a quem pensa que está agora a descobrir a pólvora pròs fósforos, que essa atitude foi bastante comum em precoces datas, andaria ainda a ecologia de fraldas e gatinhas, arriscando sérias quedas dos bordos da democracia portuguesa, também ela sobejamente imberbe e de faces extraordinariamente salpicadas pelo acne da abrilenta adolescência política. Ei-lo: O MOVIMENTO DA ECOLOGIA POLÍTICA A luta ecológica não é um fim em si, é um meio 1. ...

Na Curva da àgua Férrea

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(Crónica Literária publicada em O Distrito de Portalegre ) "Uma coisa é certa quando tende para preservar a integridade, a estabilidade e a beleza da comunidade biótica. E é errada quando tende no sentido oposto." Aldo Leopoldo, in A Ética da Terra Cruzam-se novos rumos ao infinito (das bocas). Em vésperas de partilha e confraternização, insolentes por sofreguidão de afectos, eis que os factos se levantam a repique, e a aldeia amanhece global, como num dia de festa. Do coreto, um adufe que não se cansa, alicerça seu toque ao ritmo do coração da planície, e empresta-lhe o balanceado vaivém do cante, que os jornaleiros pendulam de braço dado, para adormecer o menino que ainda lhes não morreu dentro. Um, dois, um, dois, um, dois, passo a passo, o poeta das auroras verdes chega para sublinhar que se alguém perguntar por mim, diz que não estou, que fui prò jardim, com a saudade que dele me ficou... Todavia, da curva do tempo, os nomes, sempre os nomes, plantados aqui e ali, no r...

Lançamentos de Livros

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Eis duas oportunidades que não pode perder, sobretudo quem estiver nas redondezas nestes dias... Jogos de Identidade Profissional: os engenheiros entre a formação e a acção Apresentação de Manuel Silva Suarez Data e Local : Dia 20 de Março às 17.30 horas no Colégio Espírito Santo da Universidade de Évora e... A Teoria do Caos: Potencialidades na modelização da aprendizagem de conceitos científicos Da autoria de Mercês Sousa Ramos Apresentação do Prof. Doutor João Corte-Real Data e Local : Dia 19 de Março às 17.30 horas no Anfiteatro da Escola Superior de Educação, no Campus de Benfica, em Lisboa.

E Viva a República!

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“ Quem é mais insensato: a criança que teme o escuro ou o homem que tem medo da luz?” M. Freehill A nicotina mata as lesmas; aliás, não há melhor remédio para quem tem caracóis nas alfaces, e quer tratar do seu quintal, do que fazer um caldo pestilento de beatas com que aspergir as verduras e assim evitar que demais "moluscos" lhe vegetem nas pradarias (do Oeste – no cowboyar das virtudes saloias), destruindo a biodiversidade e promovendo a selecção das espécies que melhor lhe engordem a conta bancária e forrem a tripa, transformando-o, ao quintal, claro está, num autêntico vaticano maltês pessoal à beira do botaréu de Santa Cruz plantado. Vai daí, alguém imbuído de altos interesses tóxicos, elegeu o Carnaval de Torres Vedras como mais uma cruzada de magnitude nacional para combater a Liberdade, a Democracia, a Justiça, incluindo a Social, o Progresso, o Conhecimento e a Inovação, e fez do Magalhães a sua faixa de Gaza bombardeando-o indiscriminadamente, projectando nele as s...

Exposição sobre a Evolução de Darwin

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Urbe et Orbi (com ladeado e piafé)

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" A juventude é uma doença que se cura com o tempo " – George Bernard Shaw Às 18:11 horas tmg , enquanto reflectia sobre os últimos acontecimentos da política nacional, da investigação judiciária, da Justiça com j grande, das questões pessoais que de repente podem (ou não) virar questões de Estado, não pude esquivar-me à lembrança de como, também eu, deixei de ouvir ruídos esquisitos no meu telemóvel, depois de Pinto Monteiro, procurador-geral da República ter denunciado aos quatro ventos que lhe estava a acontecer exactamente aquilo que deveras me acontecia, sem que nada o justificasse, uma vez que não tenho dinheiro nem para mandar cantar um grilo, por mais marçalino que se encontre, e muito menos uma fénix, por suástica que seja, obediente, imbuída de afoito sentido da ordem, no sentido directo e plenário de Deus, da pátria, da família, enfim uma gaivota do norte polar insignificante ou qualquer outra ave de arribação, pondo-lhe o rebate pois Sua excelência, eis que tam...

carta de participação de acidente

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A Rabaça e o Agrião

" Uma meada, que se saiba, tem sempre duas pontas." Carlos de Oliveira, in Casa nas Dunas (p. 72) Normalmente as minhas investidas na horticultura, ou visitas à horta, quando ainda achava que o trabalho era uma brincadeira divertida, coisa comum a quem cresce e nem nota, eram feitas com o meu avô paterno ou o meu tio Garranchinho, e terminavam quase sempre com um lacónico «sai daí, ventas de penico!» mais ou menos elucidativo da qualidade da acção desenvolvida durante a estadia entre as hortaliças, do posto em que me amesendara ou do poleiro em que me instalara para melhor dirigir as operações. Se a lembradura não carecia de gravidade suplementar nem orçava danos às novidades e mimos de época, então o respectivo «sai daí» tornava-se coisa fina de cozedura apurada para o intelecto em subtilidade, na brandura dos apodos, e transformava-se num «sai daí, ventas de abrunho!» cuja doçura ainda reflectia ocasionais destemperos, mas já sem apontar para solturas de terrível desfecho...

Em Reconhecimento do Primaz Valor dos Finalmentes

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Finalmente, além da famigerada crise, Portugal acompanha a Europa em qualquer coisa que, sendo supostamente uma constatação boa virará arrelia, isto é, na tendência de envelhecimento com sucesso garantido, quer pelo escore da baixa fecundidade como pelo aumento da longevidade, porquanto os seniores com mais de oitenta anos, espécimen rara nos meados do século passado, passarão a ser uma das maiores minorias na sociedade portuguesa, o que sem dúvida lhe facilitará a formação de um lobby poderoso, contando com mais de 450 mil recenseados em causa própria, mas cujo número deverá triplicar até 2060, altura em que se prevê serem uma parcela de 13% da população, o que resultará, evidentemente, na banalização e perda de comoção – portanto um considerável decréscimo na lamechice saloia e pacóvia do Zé-Povinho –, o facto de pessoas como José Saramago, Mário Soares, Eunice Muñoz, Manoel de Oliveira, José Hermano Saraiva, Ruy de Carvalho, Nella Maissa, Júlio Resende, Almeida Santos, Maria Barr...

O Grande Amor de Jane Eyre

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O Grande Amor de Jane Eyre Charlotte Brontë Tradução de Leyguarda Ferreira Edição Romano Torres – Lisboa, 1965 Eis um livro sobre o qual não vou adiantar qualquer comentário, visto ele ter "sofrido" já várias edições (e traduções) em português, das quais, esta deve ser a primeira ou uma das primeiras, além de ter igualmente sido "vítima" de adaptação a filme e série televisiva, ainda que em produção da BBC, coisa séria e de monta, se dirá, embora que pouco séria na montagem, sob o homónimo original de Jane Eyre . Mas sobretudo, e principalmente, porque nela está inserido um texto de Gentil Marques, em jeito de prefácio, a que não resisto à transcrição, por ser um documento de enorme clareza para ajudar a compreender, tanto a obra como a sua autora, tanto a época, a estética e a sociedade que lhe subjazem, além de romper, sem a mínima leviandade, com os cânones da crítica actual, não só pela frugalidade e fazer-de-conta que enferma, como também insatisfação de caldo ...

Da Curiosa Modernidade à Prefeitura da Perfeição

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É, no mínimo, curioso que neste conflito entre o povo judeu, como os seus lideres gostam de o apelidar quando querem usá-lo para fazer passar a sua fraqueza de espírito ou executar, pôr em prática, o seu ódio ancestral por outras culturas, outros credos, outros povos, outras formas de estar na vida que não contemplem o seu criancismo monoteísta, onde se pretende que a Guerra Fundamental só possa ser ganha por quem for mais fundamentalista, Omer Granot, a israelita que se negou a cumprir o serviço militar obrigatório – coisa impensável da parte palestiniana –, nos seus poucos 19 anos, demonstrou ser mais sensata e inteligente que todos os dirigentes políticos de uma civilização milenar radicada num país (Israel) onde a isenção militar apenas é prevista por motivos religiosos, logo por motivos ilógicos e irracionais, que assentam na crença e na fé, na ignorância pré-científica, ou naquilo em que o homem se nota menos humano, por assim dizer, mais besta medieval de formação pré-histórica...

Sobre o estádio no Estado

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Previsões, sondagens, estatísticas e estimativas, cada um toma as que quer , para um ano a caldos Knorr ... Embora as contas estejam bem-feitas, os resultados não condizem. Isto é, na escala dos políticos, não obstante o raciocínio esteja correcto, as operações foram manietadas, adulterando assim os efeitos ao polinómio. As incógnitas e variáveis tiveram mais força que as acções concretas e as motivações. Intentou-se um salteado com pouca gordura, saiu uma salada fria, sonsa, deslavada e subalimentar. Para mais, se a «moda de faltar às aulas» nos dias de ponto (avaliação) pega, também denominadas «assistidas», e tudo indica que sim, num país cuja principal tradição reivindicativa nos andar de alevante só tem convencido pelo lado do não-fazer , então é caso para dizer que Portugal abrirá falência brevemente, como o exemplo que veio do frio (Islândia), pondo de pantanas todas as previsões, desde as orçamentais ou governativas, às do Banco de Portugal, Economist e europeias. O investimen...

COMO NOS TORNÁMOS HUMANOS, por EUGÉNIA CUNHA

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O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45 A) a conferência – COMO NOS TORNÁMOS HUMANOS – que terá lugar no dia 21 de Janeiro, às 18h00, e será proferida pela Profª. EUGÉNIA CUNHA da Universidade de Coimbra, a que poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/ e enviar as suas questões ( darwin@gulbenkian.pt ) que o orador responderá no final da sessão. Mais se adianta que Eugénia Cunha é Bióloga ( cunhae@ci.uc.pt ), doutorada em Ciências (especialidade Antropologia, 1994); é professora catedrática de Antropologia, do Departamento de Antropologia, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desde 2003. A evolução humana sempre foi uma das suas áreas científicas prioritárias porque entende que o conhecimento da história natural do homem é crucial para várias ciências tais como a Antropologia e a Biologia. Ver o homem como um Primata, conhecer os prim...

Carreiras Sem Transportes

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Estatuto da Carreira Docente Decisão Negociada ou Discutida? Maria da Conceição Castro Ramos 256 Páginas Na evolução da sociedade, que após a Revolução Industrial já fez diversas (trocas) mudanças de camisa, tal como da sociedade de produção se transformou em sociedade de consumo, de sociedade de consumo em sociedade de comunicação, de comunicação em informação, e agora, depois da passagem ao novo milénio e ao século XXI, estamos à beira doutra vernissage , uma vez que se avizinha (sob croquis ) a sociedade da cidadania, que irá estabelecer uma nova ordem de valores, além de um novo – e desejável – posicionamento social dos agentes educativos e socializadores. E, claro está, com eles, os “principais” protagonistas da comunidade educativa, o corpo docente. Sob esta perspectiva, importa repensar e sem eufemismos corporativistas o Estatuto da Carreira Docente, não só com base nas teorias que formatam hoje os modelos decisionais em Administração Pública, mas também ao nível das participa...

Duplo Crime na Rádio e Caçada ao Sr. X, de Rex Stout

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Duplo Crime na Rádio e Caçada ao Sr. X Rex Stout Trad. L. de Almeida Campos 424 Páginas – Volume duplo 1. No decurso de uma emissão radiofónica, patrocinada por uma marca de refrigerantes, um dos presentes morre envenenado enquanto se cumpre a "ritual" bebericação da dita. Quem foi que o assassinou e com que motivos? Para todos, inclusive para a polícia, o problema é insolúvel. Acredita-se que nem a vítima saberia, ao certo, quem a matou. Só que Nero Wolfe, o paquiderme das orquídeas, o sedentário e obeso detective, precisa de pagar os impostos e o dinheiro advindo da resolução do caso faz-lhe imenso jeito. Secundado nas tarefas de exigência física, e movimento, pelo seu braço direito (e esquerdo) Archie Goodwin, porém apoiados ambos nos energéticos bastidores, na retaguarda ou trincheira da cozinha, por Fritz, um nome que lembra as batatinhas estaladiças, intenta bater a polícia na corrida à desmascaração do homicida, embora esta já disponha de considerável avanço de tempo (...

Vinte Mais Dois, de Frank Gruber

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Vinte Mais Dois Frank Gruber Trad. Catarina Rocha Lima 192 Páginas Eis mais um típico caso de investigação – leia-se, p.f., narrativa – em Y . E fartam-se de acontecer coisas singulares que agitam a história e nos obrigam a estar-lhe atentos. Mas a superiormente extraordinária reside no intricado da trama, penteado e pontuado ao género travesti – que se transforma noutro género que não aquele em que se anunciam as personagens e primeiras cenas) de policial virado em cor-de-rosa choque, no qual o detective não serve de modelo para nada, nem pela moral, nem pelo físico (que está todo roto por causa da guerra e da má vida que levou nela), e muito menos manifesta na personalidade outras qualidades que não sejam a tenacidade, perseverança, insistência e a teimosia que raia a burrice, além de uma estranhíssima vontade de se atirar aos riscos levando por única bagagem a sorte – se calhar era descendente de portugueses! –, precisamente aquela que assiste popularmente ao ditado que dita que ...

Comédia Eufrósina

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Comédia Eufrósina Jorge Ferreira de Vasconcelos Teatro – 160 Páginas Há uma ideia feita – aqui desfeita –, nos bastidores da cultura – talvez inculta... –, de que a poesia é para se declamar, o teatro para representar e os romances para ler (e publicar), assaz disseminada pelas confrarias da intelectualidade conventual e pacóvia do branco é, galinha o põe ! Ora, além de feita, a ideia é estupidificante. E para provar que nem só de sentimentos serôdios e retornados vive o universo literário e livresco português, veio a Colibri a terreiro e colocou em cena, nos escaparates, uma colecção de teatro, cujo número foi, nem mais, que uma adaptação de Silvina Pereira e Rosário Laureano Santos, aliás anteriormente representada pela companhia de teatro MAI Z UM, ali ao Bairro Alto, no Convento dos Inglesinhos, pela recôndita Lisboa de 1995, com estreia em 27 de Março. E do posto fica que, quem viu, viu; quem não viu... pode ler! Nesta peça, que denota inegáveis influências literárias renascentist...

Sem Piedade!, de Miriam Ali

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Sem Piedade! A Luta de uma Mulher Conta a Moderna Escravatura Miriam Ali (com Jana Wain) Trad. Mário Dias Correia 280 Páginas Dentro da Literatura de Impacto Social (LIS, pròs mais chegados e atentos), e na mesma linha de Vendidas!, de Zana Wain, Meu Amo e Senhor , de Themin Durrain, ou Sultana, A Vida duma Princesa Árabe , de Jean P. Sesson, Sem Piedade! é simultaneamente uma crónica de costumes, uma reportagem, um diário, uma biografia, uma obra literária, um testemunho e um documento comprovativo de como a Idade Média conseguiu romper os limites do tempo e avançar incólume até ao presente da humanidade – indissimuladamente, e sem qualquer receio das instâncias judiciais (planetárias) ou da moral e poder do establishment. Em resultado da sempre (desejável) crescente democratização do mundo, a estética da LIS é a suprema expressão artística da denúncia, cujo desenvolvimento e evolução está na razão inversa aos postulados e axiomas da Declaração Universal dos Direitos do Homem e d...