La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Como do recato dos tempos aos tempos recatados

Página a página, pedra a pedra, de seta em seteira aberta

Página a página, pedra a pedra, de seta em seteira aberta
Se abrem no muro, as frechas do futuro, por frincha desperta

7.13.2018

VERDADE RIMA SEMPRE COM ETERNIDADE





VERDADE RIMA SEMPRE COM ETERNIDADE...

Que se há soluções não dissolventes
Contratos de vida, sentires eternos
Nas gentes e suas almas imortais, 
Laços, pactos nos dares a que nos dermos
Quaisquer que sejamos entr'os demais, 
Então é porque oceânicas estrelas
Bailam, riem e retouçam enleadas
Nas ondas dos teus cabelos; e vê-las
– Ora sim, ora não, esconde-esconde, 
Pêndulo que marca ritmo – cativadas
Sob luz que a distância não apaga
É outro sangue a pulsar do coração... 

É uma fraga que liberta e traga. 
É uma primavera em cada verão. 
É uma tempestada sem ser plo clima. 
É um grito que não diz seja o que for. 
É só um princípio de eternidade. 
E é uma Paixão sem ser por amor. 

Ah! E já me esquecia, é verdade: 
É desejo de... – PARABÉNS, minha prima!!!

Joaquim Maria Castanho  

7.09.2018

Escritora portalegrense reeditada na Madeira...




OS QUE SE DIVERTEM, primeiro livro de LUZIA, pseudónimo de Luísa Susana Grande de Freitas Lomelino, nascida em Portalegre mas falecida no Funchal, é a primeira parte de COMÉDIAS DA VIDA, secundada pelo livro RINDO E CHORANDO. No seu interior há textos (diálogos) que já foram teatralizados para rádio, além de muitos apontamentos (ou crónicas) que retratam o Portugal cosmopolita da segunda década do século passado. 

5.04.2018

A saída do labirinto...




"Adiante, os leitores vão ficar com uma ideia do que mudou durante a revisão, o que, espero, permita permita mostrar que um livro nunca é criado por uma única pessoa. Os livros, tal como a maior parte das minhas coisas favoritas, são feitos de colaborações." 

JOHN GREEN, in À Procura de Alaska

4.25.2018

2018, 25 de abril




A cultura não tem credo nem regime, não é de esquerda nem de direita, quer ser livre, inovadora e sustentável, diversa, emancipada, responsável, emancipada, harmoniosa e socialmente responsável. 

4.21.2018

Erico Verissimo




"Quando a gente quer olhar tudo, acaba descobrindo o que há de feio no mundo." 
Erico Veríssimo, in Música ao Longe

José Cândido de Carvalho




"O mundo é um saco de pecados e cada um arrasta a sua penitência"
JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO
in O Coronel e o Lobisomem 

4.10.2018

SEM SEGURANÇA NO EMPREGO, NINGUÉM SE SEGURA NA VIDA


(Foto: uma gentileza de Beluxa Gto)


633 ANOS DEPOIS... 
E À PRECARIEDADE FRANCISCANA   



E não há três sem quatro
Coisa que o povo não diz
Mas devia, por ser farto
No parco ajuizar sem juiz, 
Gizar sem giz nem quadro
Torcer o nariz, e franzir 
O sobrolho, sem confiança
Ou recear e ver traduzir
Seu pedir com’uma dança…


De ora vira para aqui
De ora vira para ali, 
De ora vai e ora leva
De ora leva e ora vai,
Duma gente que é serva
Mas logo que não servir – cai.


Cai dessas estatísticas
Das boas pessoas capazes 
Pra entrar pràs estatísticas
Das violetas e dos lilases,
Ou das flores tão malquistas 
Que não prestam prós fascistas
Empresários e doutores
Funcionários e senhores
Sejam patrões ou comunistas! 

Joaquim Maria Castanho

4.08.2018

O Sr. SUPERLATIVO




O Sr. SUPERLATIVO

Eu sei que é falta de educação escutar as conversas alheias, ainda que não sejam íntimas. Porém, estando sem nada mais que fazer num dos bancos do Jardim Avenida, em Casal Parado, eis que não pude evitar ouvir o que, um casal se dizia mutuamente, e certamente seria apenas um simples fragmento de conversa maior, onde residiriam as respostas que à minha curiosidade se impunham: 
– Mas eu sou um substantivo superlativo abstrato... – afirmava ele, convito, de farta cabeleira em encaracolado castanho-escuro, calças de ganga rasgadas (propositadamente) aqui e ali, para arejar a cueca, ténis de marcha, polo cinzento e kispo esverdeado. 
– Substantivo superlativo abstrato... Hhhhuummm! Isso não existe – sublinhou, perentória, ela, também nova, a flanar num vestido de chita em xadrez largo, com tonalidades de azul, dourado, creme e castanho-terra, sapatos mocassins quase pretos e cabelos compridos, ondeados e soltos, em louro-palha. 
– Não?!? – admirou-se ele. – Como assim? É um sacrilégio...
– É? Porquê... 
– Porque deveria existir, pois é isso mesmo que eu sou –, justificou-se. – É preciso, é urgente, é imprescindível inventá-lo. E quanto antes, uma vez que estou em perigo de extinção por falta de identidade. 
– Estás? Não se nota... Mas pronto, faça-se a tua vontade. Como o vais inventar, então? 
– Minto: nem é necessário inventá-lo, pois já existe. Eu sou um substantivo superlativo abstrato, o que ninguém pode negar, visto que existo, até perante ti, que crês que tal sujeito não existe, mas não podes negar que estás a conversar com ele... Ou podes? 
– Não, não posso negar que estou a falar contigo. A minha dúvida é que tu sejas essa coisa que dizes ser. Como mo podes provar? 
– Ora, é facílimo! Olha para mim: sou uma pessoa, de carne e osso, não sou? 
– És.
– Logo, sou uma substância, um substantivo. E sou radical, como costumas muitas vezes acusar-me... Portanto, superlativo. 
– Também és, é um facto. E bastante chato, por sinal... 
– Por conseguinte, sou um substantivo superlativo... uma pessoa radical, embora não saiba bem exatamente em quê. Em que é que eu sou inequivocamente radical... 
– Pois não. Até acho que além de não saberes em quê, nem porquê, as mais vezes julgo que és mas é um tonto... – E deitou-lhe a língua de fora, como que a desafiá-lo a contestá-la, pela ironia. 
– Tonto, ou abstrato... Querias tu dizer! 
– Isso! 
– Então, não restam dúvidas nenhumas de que sou um substantivo superlativo abstrato. Tu própria mo chamaste. E se chamaste, como poderei não existir? Aliás, foste tu quem me inventou.

«Chiça, que dois!», exclamei para com os meus botões. «Vão casar de certeza, pois se forem sempre assim, como se observa na amostra, vão ter conversa prà vida inteira, que é o principal item para a felicidade dos casais: nunca se calarem seja pelo que for.  E quem chega a conclusões destas, tenho para mim, que há de conseguir falar seja a propósito do que for.»  – Pensamento esse que me obrigou a abstrair-me dele e dela, claro está... 

Joaquim Maria Castanho, 
in CALEIDOSCÓPIO CIRCUNSTANTE
(Página 45)        

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