La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Como do recato dos tempos aos tempos recatados

Página a página, pedra a pedra, de seta em seteira aberta

Página a página, pedra a pedra, de seta em seteira aberta
Se abrem no muro, as frechas do futuro, por frincha desperta

11.23.2013

DO VERBO ANDARILHO NAS FADAS DE PORTUS ALACER


"A obra de Luzia lê-se alto diante de toda a gente sem se ter que saltar linhas."
In FELICIANO SOARES, Luzia – Espectadora das Comédias do Mundo, inédito, Instituto de Coimbra.

Quando recebeu a notícia do falecimento de sua amiga Luísa Grande, escritora portalegrense (1875-1945) que cultivou as letras e a língua portuguesa sob o pseudónimo de Luzia, terá escrito Fernanda de Castro (in FERNANDA DE CASTRO, Ao Fim da Memória, II Volume: 1936-1987, Editorial Verbo. Novembro de 1987, páginas 49-50), “pode a razão dizer-me: «Luzia morreu», que o coração não acredita. A morte é o desaparecimento total, e, para mim, a morte de Luísa Grande é apenas ausência”, mal sabia ela que essa outra viagem e ausência haviam de ter tais efeitos de sumiço de todas as suas “presenças” literárias sobre o universo cultural português, que muito pouca gente “ouviria” falar dela.
Dela disse mais: que “falava das coisas da Natureza, do céu, da cor de um crepúsculo, da chuva a bater nas vidraças, das pétalas molhadas de uma violeta… com uma compreensão que só [encontrara] em Katherine Mansfield – com quem, aliás, tinha parecenças de irmã”. E a sua interrogação – “quem há de agora falar, por exemplo, do mistério das flores por abrir, dos pássaros por nascer, da água da rocha, fina como um diamante, das árvores pesadas de folhas de nevoeiro, da penugem cor-de-rosa do amanhecer?” – mantém-se atual, pois com propriedade podemos hoje inquirir o destino pelo mesmo motivo, visto que depois dela ninguém mais falou da matiz prateada dos olivais, nem da vitalidade dos carvalhos da Ribeira Formosa (Ribeira de Nisa), dos magustos de S. Martinho ou do jardim do Convento de Santo António, o Monte de S. Tomé,  o Castelo dos Mouros, como ela o fez assim, num meigo reparo de um coração indulgente, porque “o coração a que falta indulgência é como a boca que não sabe sorrir”.



Adiantarei que foi uma mulher muito além do seu tempo, que influenciou outros escritores mais aclamados que por aqui passaram passeando, se calhar aos domingos, quem sabe!, mas não lhe deram valor, antes pelo contrário, tentaram mesmo silenciar-lhe a escrita, discriminando-lhe a obra e diminuindo-lhe o valor pessoal. Luzia foi um pseudónimo construído de infância, porventura nascido nas brincadeiras pelos jardins de fadas, na Rua dos Canastreiros como na Quinta das Assomadas, nas leituras compenetradas sobre Quixotes e Haruns Al-Rachides, à braseira dos serões invernais como nas caminhadas de retouça entre pinheiros e sobreiros por estas serranias encantadas do seu amargo lar. Mas “o mundo não perdoa aos que repelem a sua escravidão”, como muito bem referiu na sua novela Última Rosa de Verão (pág. 129).
Tenho para mim que a sua escrita, marcada por uma forte oralidade como por uma intensa teatralidade, se consolidou muito antes de ir para o Colégio das Salesas, aos 15 anos, em Lisboa, mais precisamente quando de uma das janelas da casa de seus tios, via sair e entrar as pessoas no Teatro Portalegrense, que lhe ficava defronte, e mesmo por algumas peças que aí terá assistido, apetrechando-a daquele olhar crítico mas enternecido, sofrido mas igualmente divertido sobre os outros e si mesma com que efabulou as comédias do mundo. José Martins dos Santos Conde, que lhe terçou a única biografia editada por estas bandas, subintitulando-a de Eça [de Queiroz] de Saias, teve porventura presente o que sobre ela terá escrito Augusto de Castro, no Diário de Notícias, onde assim a epitetou, mas que reconheço estar muito aquém do que uma análise aprofundada do seu discurso nos sugere. Aliás, por melhores que tenham sido as suas intenções, esta classificação está eivada de uma subtil afronta, quiçá frequente entre a intelectualidade de descendência antropocêntrica, com um discurso declaradamente masculinizado, comparando uma mulher com um homem, ainda que ele fosse considerado – e talvez ainda o seja atualmente, e de fato – o expoente máximo das letras nacionais, hoje um clássico quase em vias de descrédito, e a intenção fosse elogiá-la. Justamente porque Luzia desde sempre tentou traduzir a feminilidade numa língua com tradições enraizadas na narrativa dos aventureiros descobridores, todos eles homens, onde a mulher aparecia sempre como objeto, alvo, inspiração, ilha de amores e prazeres, e raramente como protagonista da verve, ou sendo-o, nunca em seu nome mas sob pseudónimo, mais ou menos impessoal. Tentou sempre escrever no feminino – e conseguiu-o. Custou-lhe caro, é óbvio, mas jamais o travestiu e masculinizou, mesmo quando em cartas ou sketchs relatou acontecimentos que fizeram História, retratando a época, fazendo-o com a fluidez dos pormenores numa perspetiva maiêutica que evidencia os disparates da rapaziada achando-lhe graça, sublinhando-os como rosetas pitorescas e motivos cómicos de um tricot que se estendeu para outros tempos, repetindo-se noutras circunstâncias e conjunturas, como o ilustra em Cartas do Campo e da Cidade (Portugália Editora. Lisboa, 1923), por exemplo, na carta (endereçada) do Bonfim – 12 de Novembro: «Quando entrámos na cidade uma manifestação ruidosa atroava no Rossio. Toda a garotada do Bonfim batia em latas, gritando: – Viva a República! – Mais adiante, na velha Rua dos Canastreiros, um bando de patriotas esganiçados, cantava: – Heróis do Mar… Numa vitrine de sapateiro surgiu o retrato de Afonso Costa, símbolo de triunfo das democracias, mas interveio a autoridade e o sapateiro demagogo substituiu a efigie do seu herói, por um soberbo par de botas, de cano alto, à militar…»
   Não tinha em muito boa conta essas coisas que os homens levavam tão a peito como participar da história, fazer as revoluções, celebrar vitórias ou tirar proveitos económicos das notícias do dia-a-dia. E isso paga-se. Ademais a mais, a família Grande tinha o seu tronco genealógico num dos filhos de D. Afonso V, um irmão de D. João II, de seu nome Fernandes, que fora desterrado prà Madeira e aí constituíra família, exatamente essa que mais tarde adotara o apelido de Grande (in Feliciano Soares, LuziaEspetadora das Comédias do Mundo, pág. 41), coisa grave ao período conturbado que Portugal atravessava, que apanhou Luísa Grande com 35 anos pela implantação da República, entrando no Estado Novo como uma espécie de suspeitas índoles e princípios. Logo, sujeita ao de um lado chove e do outro faz vento. Depois era mulher-mulher, não uma mulher masculinizada que defende a causa viril metendo na linha as irrequietas das trincheiras domésticas e donas de casa da mocidade feminina.
A sua escrita, enquanto modo de expressão elegantemente senhoril, de motivos escolhidos a preceito e palavras perfumadas, encantou muitos intelectuais da época como Eugénio de Castro (Cinco Laranjas Douradas), João de Barros (Minerva), Afonso Lopes Vieira (Ó Portugal, Florida Alpendurada), Alfredo Pimenta (Duas Pérolas de um Colar Que se Partiu), Fernanda de Castro (Comunhão), Florbela Espanca, António Ferro, etc., etc., mas sobretudo António Cândido que sobre ela afirmou primar o seu grande talento literário “pela narração descritiva, descritiva das rápidas comédias da sala” que conseguia “como raros, comunicar a quem lê, as sensações que experimenta, passando-as pela verve de espírito e polvilhando-as do sal de uma inocente malícia verdadeiramente encantadora”, porém de pouco lhe valeram para evitar a discriminação de género que então se cultivava, atirando com os seus livros para os fundos dos escaparates e bibliotecas, como, aliás, terá sucedido a muitos autores do século passado que não conseguiram vingar sob as investidas do PREC de após 25 de Abril de 1974.
Atualmente para os que entendem que a literatura é uma arte que deve chocar, ferir tímpanos e consciências, ser vanguarda das ideologias, também pode não dizer grande coisa. Nem ela o teria desejado alguma vez… Contudo, o seu registo continua observável, os motivos que lhe inspiraram e deliciaram nesta terra de tão singulares lilases pores-de-sol, pitorescos magustos e paisagens pejadas de oliveiras e pinheiros, ribeiras formosas, fontes encantadas e a “cisterna da Samaritana, onde é velho uso os namorados irem beber água”, as rosas de maio ou a voz do rouxinol dos recantos ajardinados, a flor de xara, o toucinho-do-céu de Santa Clara, os rebuçados de ovos da Joana, continuam vivos e a lembrar-nos que muito antes de nós os apreciarmos já faziam as delicias de quem por esta terra mais a viu a ela do que se viu nela, e a explorou para proveito próprio ou corporativo.
Nunca soube o que realmente era o amor de mãe e o de pai durou pouco, mas a sua orfandade múltipla (de mãe, pai, ideologia, terra, saúde e corrente literária, o parnasianismo de Anatole France) não a prostraram definitivamente, ao invés do reconhecimento público dos seus conterrâneos que a sepultaram na vala do esquecimento para salvaguardar os mausoléus tumulares de outros que lhe ficaram muito aquém, até quando foram (sublimes) cantados além-fronteiras.
Sabia muitas línguas mas foi em português que se aventurou mundo fora dando voz aos locais e almas por que passou. Chegou mesmo a aperfeiçoar o seu inglês, com lições de mestre, para poder ler Shakespeare no original. Peregrinou a França, desde Lourdes a Paris, e Pau, como calcorreou o continente e ilhas, de hotel em hotel ou seus itinerários literários. Sofreu como uma Senhora e encantou como uma fada. Mas perdeu-se dos compêndios da lusofonia e afundou-se na solidão das multidões e modas.
E é legítimo que assim continue sendo? Que continue a pagar caro o único erro que cometeu: o de ter nascido numa altura em que era muito nova pra ser monárquica e demasiada velha para ser republicana? Bem… Como na terra do bom viver se faz o que se vê fazer, então se amanhã “os intelectuais” portalegrenses vierem a ser esquecidos, é apenas porque estão colhendo o que hoje semearam.       
  


Bibliografia:

A obra de Luzia, posto que a obra é criação do autor mas este é também uma criação de outra pessoa, Luísa Grande neste caso, fala-nos da fauna social urbana da época, porém igualmente da natureza, da fantasia e da magia da vida, que nunca será obrigatória e exclusivamente uma estância de veraneio e felicidade. Tendo como “orientadores espirituais e críticos” Anatole France e Lemaître, Jane Cals, Marguerite Burnat-Provins e Gérarde d’Houville, pseudónimo masculinizado dessa encantadora feiticeira que além de ser filha de José Maria Herédia era também esposa de Henry Régnier, todos de expressão francófona, não se coibiu, contudo, de enveredar igualmente pelos universos imagéticos do mistério anglo-saxónico, o misticismo indo-europeu, a narrativa shariana, nem o idealismo sonhador e lunático celtibero. Viajou entre D. Quixote e As Mil e Uma Noites sobre um tapete de realidades quotidianas, qual manta de retalhos de floridas cores do seu dia-a-dia. Enterneceu e entreteceu os serões provincianos com fadas e génios, declaradamente autênticos, mentores de uma alquimia que lhe transformasse a rotina diária em algo de maravilhoso, encantado e inaudito sob o olor das violetas e iluminada pelos conselhos dos mais antigos sábios. E distribuiu tudo isso pelos seus volumes de prosa escorreita e límpida como quem rega os alegretes de flores de uma clareira isolada.
Teve êxito nisso; tanto, que quem ousar experimentá-lo apenas precisa de se sentar a ler os seus livros, um por um, devagarinho, com pespontos meticulosos, voltando atrás para retomar o fio à meada, sem atropelos nem ansiedades que assustem as almas fadadas que habitam as sombras do reino das entrelinhas. É que algumas são tímidas e ariscas como Maias à solta dançando de roda no remanso das serranias, das florestas, da charneca, dos jardins e ruelas (de buxo) das cidades e ilhas contemporâneas. E isso foi, é ou será alguma vez considerado crime? Então porque a baniram e irradiaram da vida cultural desta cidade? Não era de cá, porventura? Ou cometeu alguma abominável traição por ter falecido fora?          
Dos seus livros, pela ordem de chegada ao meu conhecimento, que nunca é a ordem de edição ou sequer corresponde frequentes e bastas vezes à sua ordem de congeminação e feitura, contam-se títulos como Os Que se Divertem, Rindo e Chorando, Cartas do Campo e da Cidade, Cartas de Uma Vagabunda, Sobre a Vida Sobre a Morte, Almas e Terras Onde eu Passei, Última Rosa de Verão, Lições da Vida - Impressões e Comentários, Dias Que já lá Vão, e Jornal (:Diário, este inédito e, ao que soa, a monte). Ora, se a quantidade e volume de uma obra literária tivesse relação direta com a qualidade dela, adiantaria que há dezenas, centenas, senão milhares de escritores por esse mundo fora bastante superiores; porém, na grande maioria deles muitos títulos repetem por outras palavras, completam, respondem ou contracenam com outros anteriormente feitos, pelo que na maior parte dos casos metade de uma obra foi de busca de um determinado livro, culminando na sua execução, e outra metade na justificação dele, polindo os ditames que o superintenderam; então, acerca da obra de Luzia, sobre cuja podemos afirmar, que mesmo quando retoma o modelo narrativo já anteriormente utilizado, é sempre diferente, ainda que se iguale nisto e naquilo, acrescentando em cada pesponto o subtil cunho da novidade e diferença, que continuamente nos sensibiliza e… surpreende! 



   Resenha biográfica

Natural de Portalegre (nascida no nº 6 da Rua da Cancela, atual 1º de Maio, a 15 de fevereiro de 1875, e batizada a 14 de abril, na paróquia de S. Lourenço), parte para a Madeira em tenra idade, após o falecimento de sua mãe. A esta cidade voltará depois aos nove anos, consequência direta da morte do pai, vivendo aqui até aos quinze, altura em que vai para Lisboa, para o Colégio das Salesas, onde termina a sua formação e começa a atividade literária, ainda apenas com 19 anos, em concursos literários e colaboração nos jornais, sobretudo no Correio da Manhã, aí se iniciando, em 8 de janeiro de 1894, com o conto A Lenda das Estrelas. Sob o pseudónimo de Sónia. Mais tarde colabora num periódico madeirense com o pseudónimo de Lady Butterfly, dando continuidade ao lúmen que surgiu em Lisboa mas o Novidades tentou – quase o conseguindo! – extinguir com suas acérrimas críticas sexistas.

Embora herdeira de considerável fortuna a vida nunca lhe foi fácil e, casando-se em 04.04.1896 é obrigada a divorciar-se 18 anos mais tarde, em 14.12.1914, com o património lapidado, é certo, mas não tanto, que a impossibilite de deixar em testamento consideráveis bens patrimoniais aos seus empregados, amizades e instituições benfeitoras, incluindo a Associação de Defesa dos Animais, da qual foi uma das primeiras sócias, isto somente para ilustrar a sua natureza de filantropa empenhada. Frequentou a alta-roda mas também a profunda solidão da enfermidade. Os círculos clericais como os salões da aristocracia com libré. A euforia dos comércios do Chiado como igualmente os sanatórios e estâncias de repouso para doentes do foro psicológico. Apadrinhou estropiados da I Guerra Mundial como simultaneamente habitou em hotéis de luxo. Visitou o estrangeiro para recolher informação e conhecimento, como para alimentar a fé e a devoção à rosa mística de Nossa Senhora de Lourdes. E sofreu. Muito. Infinitamente, é claro, mas sem nunca ter perdido a pose e postura de uma Excelente Senhora, amante da espiritualidade requintada dos eleitos e perseguidos, cultivando o talento e o amor às artes, à língua portuguesa, ao peculiar povo português, à beleza feminina, ao amor (ao próximo) e à vida. E nisso ela não foi grande, porque já o era de nome, mas enorme e imensa como a planície por sobre a qual um dia, muitos crepúsculos antes de se instalar no número 3 da Rua do Jasmineiro, no Funchal, estendeu o olhar e encheu o peito, revigorando-o, para as lutas que lhe estavam destinadas. Expirou na Madeira, a 10.12.1945, “como adormece a noite pelo outono” (Florbela Espanca), talvez não acreditando na entrada num hipotético Paraíso, mas com a certeza de que seja lá qual for o reino a que se ascenda através da morte, muito melhor havia de ser do que fora o desta vida.       

(Nota fundamental: este texto foi primeiramente publicado pela Revista PLÁTANO, nº 5, de 2012. Porém, por estar essa edição esgotada e sem perspetivas de reedição, e por haver algumas pessoas que mo pediram, aqui fica à disposição de todos e todas que dele venham a precisar. O autor: Joaquim Castanho)

11.12.2013

“Estando Galwyn de Arthgyl ajoelhado toda a noite num chão empedrado esperando o dia, sonha que está num local deserto, olhando para um rio escuro, perto do qual lhe acontece ser feito cavaleiro; e ele monta e cavalga com dois recém-conhecidos numa floresta, onde encontra alguém com quem conversam sobre vários assuntos obscuros e metafísicos, embora educados.
Sir Galwyn está cético, e, ao ser informado de alguns fatos surpreendentes, Sir Galwyn descobre que está no meio de loucos: Continuam a ser metafísicos e corteses, embora não tão educados. Sir Galwyn fica impaciente perante os conselhos e, despedindo-se do eremita, afastam-se daquele lugar.
Sir Galwyn encontra alguém perto de um rio, mata-o, e encontra mais alguém que igualmente mata, num combate leal também; também encontra alguém numa situação íntima que faz corar Sir Galwyn, mas é perdoado por ele.
Começa a sua educação sentimental: retira ilações morais da primeira lição.
Sir Galwyn continua a sua educação sentimental, prossegue a sua pesquisa biológica em lugares elevados conhecendo, por experiência própria, que uma língua que não se refreia se desembaraça tão bem como uma cabeça oca ou uma perna bem torneada; e que só os mortos podem perder tempo com elas impunemente – Sir Galwyn joeira seu trigo e a Fome conta-lhe os grãos.
Prosseguem seu caminho e alcançam um lugar que lhes é familiar, onde encontra um estranho. Durante uma conversa é-lhe proposta uma escolha: Desta escolha e daquele que a propõe, e de um vento soprando…
Encontra alguém que vira num sonho, e entra de novo no seu sonho.”


Texto e Ilustração de WILLIAM FAULKNER, constantes do seu manuscrito MAYDAY, que ele terá feito e encadernado para oferecer a Helen Baird, em Oxford, Mississípi, a 27 de janeiro de 1926

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