La vida es un tango y el que no baila es un tonto

La vida es un tango y el que no baila es un tonto
Como do recato dos tempos aos tempos recatados

Página a página, pedra a pedra, de seta em seteira aberta

Página a página, pedra a pedra, de seta em seteira aberta
Se abrem no muro, as frechas do futuro, por frincha desperta

8.04.2016

ALMAS UNIDAS NUM SÓ ESPÍRITO




ALMAS UNIDAS NUM SÓ ESPÍRITO… 
Aguarelas de poesia e Encontro de poetas 2015/16
Coletânea – Edição de Autor

“Que tenho sereias que se despem de peixe
 Assim, na exata latitude de teu ser…”
In Joaquim Castanho
IÇADO (OURIÇO) DO MAR 
(Página 106)

Da explícita (ou implícita) simbiose que há entre a pintura e a poesia, nasceu um projeto que se configurou numa sequência de ações, eventos ou exposições, e que, finalmente, sob a coordenação de David Marques, revisão gráfica de Teresa Carvalho e patrocínio direto da Câmara Municipal de Torres Vedras e Junta de Freguesia Santa Maria, São Pedro e Matacães, se traduziu na edição de um livro de 298 páginas onde se reúnem e integram as colaborações a propósito de cerca de meia centena de poetas, dez pintores e algumas outras participações avulso, cujo resultado global é valorativamente superior à soma das partes, não só pelo seu contributo para a cultura do lugar, como também para a poesia, a língua portuguesa, a palavra escrita ou dita enquanto veículo de valores identitários e filosóficos, instrumento de marketing territorial, expoente de criatividade e estesia, ou elo de ligação entre gentes, localidades e regiões. 

Estruturado em VII Capítulos (Resumo biográfico dos poetas, Resumo biográfico dos pintores Aguarelas poéticas, O olhar interpretativo/poético sobre Aguarelas do Encontro Internacional de Aguarelistas 2015 – Santa Cruz, Olhar poético sobre o Município de Torres Vedras, Tema livre – De asas ao vento, Avaliação poética do Encontro de Poetas e O olhar interpretativo/poético sobre a Exposição “Aguarelas com Poesia”, de 19 de março a 2 de abril de 2016, integrada no Encontro de Poetas), tem o grande mérito de trazer para a ribalta do momento alguns poetas e algumas poetisas já nossos conhecidos, como igualmente muitos outros de que dificilmente ouviríamos falar ou, mais grave ainda, desconheceríamos o poetar, não fora esta oportunidade, como o são Abílio Manuel Carreira Santos, Ana Matias, Ana Rosa Pinto, António Alberto Teixeira Santos (Alberto Cuddel), António José Rebocho Arranhado Portela, António Manuel Esteves Henriques, António Matos Lopes Belo, Augusto Manuel Molarinho Andrade, Áurea Maria Justo, Carla Tavares, Carlos Cardoso Luís, Carlos Manuel Fernandes, David António Fonseca Marques, Elisa Pereira, Emanuel Lomelino, Florinda Timóteo Miguel Dias, Francisco de Assis Machado da Cunha (Frassino Machado), Hélder Neto, Helena Rocha Pereira, Joaquim Maria Castanho, Joaquim Ramos Pereira, Jorge Paulino-Pereira, José Alves Merello, José António Carreira Santos, José António de Jesus Gomes Adriano, José Vicente Faria, Liska Azevedo, Lucília Maria Barros Galhardo de Carvalho, Manuel Filipe Carvalho de Almeida, Maria Aline Mamede Rocha, Maria da Conceição Marques, Maria do Pilar Santos, Maria do Sameiro Matos, Maria Emília Lopes, Maria Graça Melo, Maria João Pedro, Maria Manuela Reis Frade, Maria Sousa, Marta Roml, Nicol Carmen Peceli, Olívia Maria de Andrade Guapo Ribeiro Faria, Renato Manuel Valadeiro, Rosa Martins e Vítor-Luís Grilo. Enfim, uma longa lista que corresponde a outros tantos poemas feitos com balizas determinadas e sob inspiração particular que, de uma forma ou de outra, nuns mais acentuadamente que noutros, se vão pouco a pouco libertando dos pomos pontuais motivadores para ingressar na esfera dos universais valorativos.  

Joaquim Maria Castanho 

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