E vai mais uma!

Mas não só: outros casos de maus tratos vieram a lume, de onde se depreende que num período de tempo relativamente curto tenham aumentado para quase 70, e isto não contando com aquelas que "comeram e calaram", porquanto são reféns da sua condição económica e dependem integralmente das gentilezas monetárias dos agressores.
Todavia, as autoridades portuguesas, a justiça portuguesa e a comunicação social vigente, continuam a contabilizar estatisticamente as ocorrências, a apoquentar-se com as acções e palavras da UMAR, a sociedade a socializar com os agressores premiando-os pelas suas boas acções, sentenciando sobre as vítimas que "se tal destino Deus lhe deu, é que por alguma coisa o mereceu" tal com disseram anteriormente acerca dos afectados por incapacidades motoras, na popularidade dos ditos que viraram provérbio como no famoso "se Deus o coxeou, é porque algum mal lhe encontrou", coisa de somenos se comentará, já que o que importa para os políticos nacionais é criar obra, pontuar para a pegada ecológica desta geração que se está absolutamente borrifando para as noções cidadania democrática, como para os direitos, liberdade e garantias (constitucionais por acrescento), desde que elas não digam respeito à sua vida, mas à de outrem, por quaisquer que esses outréns sejam, desde que não sejam eles e elas, que ganham bem, têm estatuto de primeira e papel de exemplares mentores da moralidade patriótica.
Ou seja, apetece perguntar com igual cinismo, que importância terá morrerem aquelas que já não eram ninguém para os seus concidadãos e autoridades? É a isto que Pessoa se referia quando afirmou que faltava cumprir-se Portugal? Bem'era a mim, que devia ser!
Por outro lado, as medidas de reforço ao criancismo político aprestam-se para tratar do problema como o faria qualquer ignorante encarregado de educação quando o seu rebento piora nas notas e sobe o número das faltas, aumentando-lhe a mesada, inventando campanhas que sublinhem a sazonalidade da questão, como se elas fossem eficazes na cultura do pepino, à semelhança do que vai sucedendo para o ambiente ou selecção do lixo, que já lá vão mais de um porradão de

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